Deputado Estadual Antonio Mentor 13199 é MAIS

Modo Petista de Governar recebe 1,2 mil pessoas

Cerca de 1,2 mil pessoas acompanharam os debates do seminário O Modo Petista de Governar – Projetos bem-sucedidos das Prefeituras Petistas em São Paulo, que aconteceu quarta e quinta-feira, na Assembleia Legislativa. O evento terminou ontem à noite (16.03), com a realização da mesa temática “Inclusão Social, Direitos Humanos e Segurança”, mediada pelo deputado estadual Antonio Mentor.

A mesa teve a participação dos prefeitos de Hortolândia (Ângelo Perugini), Motuca (João Fascineli), Porto Ferreira (Mauricio Rasi) e Iepê (Francisco Célio de Mello), que falaram sobre seus projetos que deram certo. O professor Marcio Pochman, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), foi o convidado do debate.

Queda da violência em Hortolândia

O prefeito de Hortolândia, Ângelo Perugini, contou sua experiência na transformação da cidade na área de segurança pública e desenvolvimento. Segundo o prefeito, em 2004, com 200 mil habitantes, Hortolândia tinha índices altíssimos de violência, desemprego, favelas, falta de tratamento de esgoto, falta de asfalto, desemprego.
Segundo ele, quando assumiu a prefeitura, Hortolândia era a segunda cidade mais violenta do estado de São Paulo, com cinco complexos penitenciários e mais de 10 mil presos. “Não tínhamos nada na cidade. Tudo que precisávamos tínhamos que recorrer às vizinhas, como Campinas. Queríamos nossa independência. E conseguimos. Hoje, somos uma das cidades que mais cresce no país”, declarou.
O prefeito focou a administração inicialmente na participação popular e desenvolvimento, fugindo da violência. “Fizemos asfalto em quase toda a cidade, sem cobrar nada dos moradores. Havia 7 mil famílias com nome sujo no SPC, que nós pagamos as dívidas para quitarem seus débitos e não perderem seus imóveis . Recuperamos córregos, construímos parques para as famílias. Construímos a estação de tratamento de esgoto e a rede, para acabar com as fossas”.
Segundo o prefeito, seu grande desejo era dar sentido ao nome da cidade. “O nome é tão bonito, mas as pessoas lembravam de Hortolândia de uma forma muito ruim”. Com tantas ações, unidas à filosofia comunitária, a violência caiu. “Nosso novo modelo de ciclo de segurança da cidade foi o de envolvimento da comunidade. A comunidade e a Guarda Municipal discutem os problemas, criam estratégias de ação, analisam resultados e definem diretrizes de ação. Foi assim que conseguimos diminuir a violência em Hortolândia”.

Inclusão digital em Iepê

O prefeito de Iepê, Francisco Célio de Mello, apresentou seu projeto na área de inclusão digital. “Quando assumi a prefeitura percebi que as pessoas iam a vários departamentos buscando projetos e benefícios e que precisávamos de uma ferramenta que agrupasse isso tudo, num mesmo lugar. Optamos pela internet. Usamos o nosso site para fazer isso. Criamos um espaço em nosso portal para os serviços públicos. Um relatório, com transparência”, contou.
Mello conta que as pessoas podem, inclusive, visualizar informações administrativas e de gestão como agendamento de carros e ambulâncias, por exemplo. “O cidadão pode acessar e ver o horário que o carro vai sair e para onde vai”. O mesmo vale com o sistema de compras. O usuário pode acessar e checar o andamento da compra dos materiais ou contratação dos serviços.

Internet grátis para toda cidade

João Fascineli, prefeito de Motuca, declarou que sua cidade era muito influenciada pelo coronelismo e a única empresa do município, que era uma usina, foi fechada pelo PSDB. “Chegaram a achar que Motuca se tornaria uma cidade fantasma. Muitas pessoas começaram a ir embora de lá. Com muita dificuldade nos elegemos em 2008 e, então, começamos a ir atrás de empresas para se instalarem na cidade”.
Segundo Fascineli, a administração começou um projeto de cursos de capacitação de costura e várias fábricas de pequeno e médio porte começaram a ser abertas na cidade. “Conseguimos alavancar o desenvolvimento econômico da cidade”, explicou.
Outra medida de sucesso foi a implantação de internet gratuita em toda a cidade, até mesmo na zona rural. “Quem quiser acessar é de graça. Esse foi um dos maiores projetos de inclusão social de uma cidade pequena. Colocamos lousas digitais e distribuímos notebooks para os alunos e professores e instalamos câmeras de segurança na cidade”, falou.

Projetos voltados aos idosos e às crianças

O prefeito Maurício Rasi, de Porto Ferreira, implantou dois projetos importantes voltados para os segmentos de idosos e de crianças e adolescentes. “O nosso idoso era desrespeitado. Hoje, eles têm médicos e dentistas para atendê-los. Criamos também o projeto Idoso Legal, com ônibus que busca os idosos para levá-los a pontos da cidade que oferecem ginástica e hidroginástica. O comércio está aderindo ao selo do projeto oferecendo desconto aos idosos que comprarem naquele estabelecimento”.
Rasi conta que inaugurou a Casa do Educador, voltada ao atendimento das crianças e adolescentes. Segundo ele, “havia um déficit de aprendizagem. Investigamos e descobrimos que a maioria era vitima de violência sexual e abusos. Criamos, então, uma Rede Protetora, capacitando profissionais de diversas áreas que têm contato com essas crianças e adolescentes. Temos casos de êxito com crianças que estão se recuperando”, afirmou.


Planejamento para o futuro

Na avaliação do professor Marcio Pochman, o planejamento das gestões públicas para o futuro tem que ser pautado prevendo questões como redução da mortalidade, mudança na estrutura econômica e a mudança no mundo do trabalho que deixa de ser material e avança, cada vez mais, para o modo portátil.
Com a redução demográfica e o consequente crescimento da população da terceira idade, os governos têm de estar preparados para a demanda que esta faixa vai gerar.
Na economia, a principal mudança é a consolidação da nova classe trabalhadora de serviços, que ao contrário da classe trabalhadora industrial irá precisar de educação (ensino) por todo o período da vida.
E no mundo do trabalho, a mudança é que o trabalho deixa de ser material e, cada vez mais, avança para o modo portátil, que por meio das novas tecnologias a pessoa pode exercer suas funções em qualquer lugar. (com informações do PTAlesp e do Linha Direta)

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