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Morre ex-vice-presidente José Alencar

O PT de São Paulo está de luto. O vice-presidente do Governo Lula, José Alencar, morreu na tarde desta terça-feira (29/03), aos 79 anos, em São Paulo, após uma luta de mais de 13 anos contra o câncer.

Internado na UTI do Hospital Sírio-Libanês desde a tarde de ontem (28), o ex-vice-presidente apresentou uma nova obstrução no intestino. De acordo com nota oficial da instituição, Alencar teve falência múltipla de órgãos.

No final de outubro do ano passado foi internado no Sírio Libanês para tratamento do câncer na próstata e depois na região abdominal, que enfrentava desde 1997. Mesmo após ter passado por 17 cirurgias, uma delas durou 17 horas, José Alencar sempre demonstrou confiança e coragem.

Por conta do tratamento, que o levou a pelo menos três internações somente no ano passado, o vice-presidente decidiu não concorrer ao pleito de 2010, por considerar uma injustiça com os eleitores.

Sua luta parecia interminável, mas a confiança em derrotar a dificuldade ganhou maior dimensão. Em setembro de 2010 decidiu retomar as sessões de quimioterapia e interromper o tratamento experimental a que se submetia nos Estados Unidos.

No início deste ano tentou até o último momento participar da cerimônia de posse da primeira presidenta da República. Queria estar ao lado do presidente Lula na transmissão da faixa presidencial para Dilma Rousseff. Foi proibido pela equipe médica, em razão do risco.

Recebeu alta em 25 de janeiro para ser homenageado com a comenda de Cidadão Paulistano, por ocasião do aniversário da cidade. Ao lado do ex-presidente e amigo Luís Inácio Lula da Silva, Alencar recebeu a Medalha 25 de Janeiro das mãos da presidenta Dilma Rousseff, que em seu discurso o elogiou, pela “profunda dimensão humana que todo o povo aprendeu a respeitar, admirar e amar sem limites”, chamando-o de “[...]nosso eterno vice-presidente da República, José Alencar”.

Biografia
O vice-presidente da República José Alencar Gomes da Silva nasceu em 17 de outubro de 1931, no lugarejo de Itamuri, município de Muriaé, na Zona da Mata mineira, filho de Antônio Gomes da Silva e Dolores Peres Gomes da Silva. Aos 14 anos de idade, deixou a casa paterna para trabalhar de balconista numa loja de armarinhos da cidade de Muriaé. Ganhava 600 cruzeiros por mês.

Transferiu-se para Caratinga, onde continuou a trabalhar de balconista. Aos 18 anos, emancipado pelo pai, estabeleceu-se como comerciante, com a lojinha “A Queimadeira”, nome sugerido por um viajante português, o senhor Lopes, sob o curioso argumento de que “vai vender barato...” Ali se vendia de tudo um pouco: tecidos, calçados, chapéus, guarda-chuvas, sombrinhas, armarinho etc.

Antes de ser tornar um importante industrial do setor têxtil, Alencar foi viajante comercial, atacadista de cereais, dono de fábrica de macarrão, atacadista de tecidos. Em 1967, em parceria com o empresário e deputado Luiz de Paula Ferreira, fundou em Montes Claros a Companhia de Tecidos Norte de Minas – Coteminas. Hoje a empresa possui 11 fábricas nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paraíba e Santa Catarina, além de uma na Argentina.

Dedicou-se também às entidades de classe empresarial. Foi presidente da Associação Comercial de Ubá, diretor da Associação Comercial de Minas, presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria.

Em 1994 candidatou-se ao Palácio da Liberdade, inovando a campanha eleitoral com uma postura de elevado sentido ético e de pregação cívica. Em 1998, foi eleito com quase 3 milhões de votos a Senador por Minas Gerais.

O Vice-Presidente da República José Alencar era senador, representando o seu estado Minas Gerais, quando José Dirceu era o Presidente Nacional do PT e articulou uma aliança política entre o PT e o PL (hoje Partido da República).

Em 2002, compôs a chapa do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, elegendo-se vice-presidente da República para o período 2003-2006.

Destemido, José Alencar se destacou em todas as tarefas do governo Lula. Foi assim como ministro da Defesa, quando a tropa estava descontente, firme em suas decisões, acalmou a situação e conquistou o respeito dos representantes das três forças armadas.

Como vice-presidente, não escondeu suas divergências, no início do primeiro mandato, com os ministros da área econômica e em relação a política de taxas de juros implementadas pelo Banco Central.

Em 2006, Luís Inácio Lula da Silva convidou-o mais uma vez para integrar a chapa como candidato a vice-presidente da República, Alencar mesmo já sentido alguns problemas com relação a sua saúde aceitou o convite. A essa altura, os petistas já o chamavam de companheiro José Alencar. É filiado honorário do PT de Minas Gerais.

O guerreiro José Alencar Gomes da Silva, que nos mais difíceis momentos da doença demonstrou uma fé inabalável, conquistou a admiração, o respeito e a solidariedade da Nação.

A nossa homenagem a esse homem que contribuiu enormemente para que o Brasil tivesse a oportunidade de um outro projeto de futuro.

Nossa solidariedade à dona Mariza Campos Gomes da Silva e aos filhos Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia.

"Há tempo de nascer e há tempo de morrer. Quem sabe o dia que você vai morrer? É só Deus quem sabe." A frase é de José Alencar, em entrevista ao jornalista Ricardo Kotscho, para a Revista Brasileiros, em 2009.

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